Casar sem surtar – final | O caminho até o altar é mais longo que parece

Estou de volta pra segunda parte – e final! – da série. (Um adendo: quem acha que ela vale vlog levanta a mão o/) Hoje vou contar mais sobre o meio do caminho até o casamento e o grande dia em si – e fotos, fotos e fotos maravilhosas da minha magnífica fotógrafa Juh

A série Casar sem Surtar serve pra compartilhar com vocês algumas das minhas experiências e aprendizados (alguns pra bem além do casamento) durante os 2 anos que fiquei noiva, e também pra dar algumas dicas de quem já passou por tudo isso – tudo do jeito mais leve e descontraído possível! 🙂


Parte final – O caminho até o altar é mais longo que parece

Essa parte final é muito mais prática e (apesar de dramática) menos dramática que a primeira! Uma vez que você põem a roda pra andar (em outras palavras: marca uma data e paga por ela) não tem mais o que fazer, só aguardar – e isso é ótimo!

No carro, antes de entrar! Inclusive: minha "carona" foi meu próprio trio :) nada de alugar carros!
No carro, antes de entrar! Inclusive: minha “carona” foi meu próprio trio 🙂 nada de alugar carros!

Deixei muitas coisas do meu casamento pra cima da hora por motivo de: orçamento apertado – e algumas pessoas ficavam me falando que era absurdo. Um recadinho muito importante pra vocês: absurdo é se afundar em dívidas, ok? Se uma coisa não é extremamente necessária vai lá pra baixo da lista de prioridades, e se uma coisa pode ser adiada, será adiada até o dia que for possível – leis básicas do casamento com orçamento apertado.

Não aluguei carro – meu tio me levou no carro novo dele, não comprei sapato “próprio” de casamento – usei um lindo e confortável da Dakota, não fiz lembrancinhas que iriam pro lixo – fiz pães de mel, que também ficou no lugar do bem-casado, e que todo mundo come e gosta, fiz minha maquiagem com uma amiga maquiadora e o cabelo no salão que já conhecia do meu bairro (que abriu exclusivamente pra mim e pras minhas convidadas no domingo, sem cobrar nada a mais!) além de vários outros “luxos” que eu, sinceramente, adoraria, mas não iriam fazer nenhuma diferença – a não ser pesar no orçamento.

Foto de making of, com participação da fotógrafa linda!
Foto de making of, com participação da fotógrafa linda!

Por causa disso fiz/comecei a entregar os convites com um mês e meio ~ dois meses antes do grande dia. Nenhum convidado ia vir de outro estado ou ia precisar se programar muito, o casamento era em Santos e todo mundo (até a parte da família de São Paulo) já estava sabendo da data e horário e se programando mesmo antes do convite, por isso não vi necessidade nenhuma de enviar convites com meeeeeses de antecedência.

Além disso, fiz os convites e mandei imprimir numa gráfica, envelopei um a um, com papel cartão e uma fita de cetim com um lacinho, tudo com a ajuda de uma das minhas madrinhas lindas, numa noite mega descontraída em casa.

Foto do #casamentoMariEDi

A floricultura e o DJ fechei também um mês antes só – flores não eram uma grande prioridade pra mim, e nem um DJ. Já tínhamos um plano B na manga caso não coubesse DJ no orçamento e estava tudo bem – felizmente surgiu o anjo de papai e mamãe pra ajudar no orçamento na reta final e acabamos contratando um DJ e uma floricultura (que tinham preços mega acessíveis graças a uma parceria com o salão que contratamos).

Além disso tudo, meu vestido foi alugado, e no pacote vinha o vestido ajustado, com aquela saia/armação que vai por baixo (só que já costurada no vestido) mais um véu da minha escolha. A tiara e os brincos comei numa lojinha da 25 e não gastei nem 40 reais nos dois juntos – pasmem!

Foto do #casamentoMariEDi

Outra coisa é que, ao longo da reta final, as pessoas adoram dizer que vão te ajudar – mas não conte sempre com isso. A não ser que essa pessoa seja uma mãe/pai/irmã/vó, não pense que as pessoas vão, de fato, manter suas palavras. Uma coisa que fazer festa de casamento me ensinou é que as pessoas adoram falar mas pouco adoram fazer. A melhor coisa que você tem a fazer (se não quiser sofrer decepções) é manter as expectativas (em relação às pessoas) bem baixas, quase nulas e não pedir ajuda. Se elas se oferecerem pra algo dê um prazo e cobre-as, sem medo – caso contrário, tente manter o máximo das tarefas com pessoas realmente de confianças.

Foto do #casamentoMariEDi

O dia do casamento vai chegar, e você vai se encher de lembranças (e fotos!) maravilhosas, e quase nem vai lembrar de nada dos “perrengues” que passou até chegar ali. É verdade que o casamento vai ser um divisor de águas na sua vida de muitos jeitos. Você vai começar a reavaliar situações e pessoas, coisas que não eram mais tão importantes passarão a ser – e vice-versa, pessoas que eram importantes talvez deixem de ser, e outras que você não ligava tanto talvez passem a ser suas melhores amigas e – de fato – você vai passar a amar muito mais a sua família “velha” e começar a amar a “nova”.

Foto do #casamentoMariEDi

Por fim, eu queria muito dizer, pra todas noivinhas ansiosas, que no fim tudo dá certo – e não se preocupe com os que vão te julgar ao longo do caminho (e serão muitos). No fim, você vai acabar com as pessoas que te amam e cheia de memórias maravilhosas! ♥

 

 

Mariana Maneira

Mariana Maneira

Nascida em pleno verão de Janeiro de '89, em Santos. Mãe da Luna, nascida no fim do inverno, em Setembro de '16, em São Paulo. Amo a praia e o caos da cidade. Sou formada em produção multimídia, trabalhando como webdesigner, costurando nas horas vagas. Provavelmente escrevi esse post do celular, enquanto a Luna dormia ou mamava.
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